Depressão

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A Depressão, o Psicólogo e a Psicologia

Quando citamos a depressão em artigos, conversas ou debates, o primeiro pensamento é imaginar uma pessoa triste e solitária, sozinha no quarto escuro. Certamente, essa é uma maneira de se enxergar a depressão. Mas surgem os questionamentos: por que essa pessoa é deprimida? Isso é frescura?

Para nós que trabalhamos com psicologia, embora a depressão seja comum (sem distinção de idade, podendo afetar crianças, adolescentes, adultos e idosos), é uma das doenças mais sérias e mais difíceis de serem tratadas. A dificuldade do tratamento é porque, geralmente, o paciente não entende a gravidade de seu problema, acredita que não precisa de ajuda, ou mesmo porque a depressão está em estágio avançado e o paciente não sente ânimo, sequer, de iniciar o processo terapêutico.

Na maioria dos casos, a depressão também é tratada com medicação, mas não se pode deixar de lado o processo terapêutico, que é feito semanalmente. A junção da medicação e da terapia facilitam o tratamento e os resultados da terapia.

É muito importante que, além do paciente, seus familiares e amigos também façam parte do desenvolvimento do tratamento, isso porque o estimulo dos amigos e familiares para com o paciente depressivo ajuda com que os pontos trabalhados com o psicólogo sejam colocados em prática. Por essa razão, é comum que o psicólogo solicite que o familiar mais próximo compareça para alguma sessão também.

A depressão é uma doença que nasce com a pessoa?

Existem algumas pessoas que têm, sim, a pré-disposição para depressão. Também acontece de, quando a pessoa é deprimida, mais alguém de sua família também já tenha vivenciado episódios assim: pai, mãe, tios…

Alguns pacientes também já possuem uma personalidade mais pessimista, acreditando que as coisas darão errado antes mesmo de tentar, que os projetos não se realizarão antes mesmo de tentar colocá-los em prática – também são pessoas com facilidade em desenvolver depressão.

Em outros casos, o paciente pode passar por uma situação de extrema tristeza e que pode levá-lo ao isolamento e, consequentemente, à depressão. Lembrando, claro, que somos seres humanos e que passamos por momentos de tristeza, angústia, medo, e que nem por isso estamos deprimidos ou algo parecido. A depressão somente é diagnosticada após a avaliação de um psicólogo ou psiquiatra, e para concluir o diagnóstico o paciente geralmente apresenta uma série de sintomas, tais quais:

  • Tristeza profunda;
  • Pessimismo;
  • Falta de esperança;
  • Sintomas de ansiedade;
  • Perda da libido;
  • Necessidade de ficar em lugares escuros;
  • Choros repentinos sem motivo aparente.

Esses são alguns sintomas, o que pode, evidentemente, variar de pessoa para pessoa.

O acompanhamento psicológico é importante e podemos dizer até que é a base para o paciente conseguir se reestruturar e se reestabelecer emocional e até mesmo fisicamente. Conversar com o psicólogo antes de agendar uma consulta também pode ser muito válido para esclarecer outras dúvidas sobre o tema e seu tratamento.

Autora: Thaiana Brotto (Psicóloga CRP 06/106524)

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