Espero que você esteja gostando do nosso site. Se você quiser, conheça os psicólogos que atendem na Av. Paulista presencialmente e também online por vídeo chamada. Autor: Renata Visani Gaspula - Psicólogo CRP 06/72421

Brincar é um dos comportamentos humanos mais fundamentais.
Apesar de ser culturalmente associado à infância, o ato de brincar não perde relevância quando atravessamos a vida adulta — apenas muda de forma, propósito e contexto.
Logo, em um mundo cada vez mais acelerado, competitivo e baseado em produtividade, o brincar pode se tornar uma ferramenta poderosa para restaurar a saúde mental, promover conexões mais profundas e reencantar a vida cotidiana.
Por que os adultos pararam de brincar?
A maior parte das pessoas lembra com saudade da liberdade de brincar quando eram crianças.
Entretanto, ao chegar à adolescência e à vida adulta, ocorre um afastamento progressivo dessa dimensão lúdica.
As responsabilidades aumentam, o tempo livre diminui e a cultura do desempenho passa a ocupar o centro da vida.
Existem diversos fatores sociais e psicológicos que contribuem para essa ruptura.
Muitos adultos passam a considerar brincadeiras como perda de tempo, comportamento infantilizado ou algo incompatível com a maturidade.
Logo, há também uma tendência de substituir o prazer espontâneo por atividades orientadas a resultados: fazer exercícios para “bater metas”, estudar para “ganhar pontos no currículo”, viajar para “produzir conteúdo”.
Quando brincamos, não buscamos fins práticos: buscamos a experiência em si.
Para muitos adultos, isso parece estranho — e até desconfortável — porque significa suspender o controle e abraçar o inesperado.
Por conta disso, recuperar essa capacidade é um processo transformador.
O que significa brincar na vida adulta?
Brincar na vida adulta não é repetir exatamente as atividades da infância, mas sim resgatar uma postura interna de curiosidade, experimentação e espontaneidade.
Pode envolver, por exemplo, esportes, jogos, hobbies, atividades criativas, humor, exploração sensorial ou formas leves de interação social.
Mais importante do que o formato é o estado emocional que acompanha o ato de brincar: liberdade, presença e prazer.
Brincar é diferente de “passar o tempo” ou de consumir entretenimento. Assistir a uma série pode ser relaxante, mas não necessariamente envolve ação lúdica.
Logo, o brincar pressupõe participação, envolvimento e abertura para imaginar, criar ou improvisar.
Muitos adultos só percebem o quanto estão desconectados de si quando o estresse já se acumulou.
Trazer o brincar para a vida cotidiana é uma forma de interromper esse ciclo, ajudando a regular emoções e aliviar tensões que se acumulam no corpo.
Essa relação fica ainda mais clara quando entendemos como o estresse afeta diretamente o bem-estar psicológico, influenciando humor, produtividade e até nossas relações interpessoais.
A dimensão terapêutica do brincar
Dentro da psicologia, o brincar tem uma longa história como ferramenta terapêutica, especialmente em abordagens voltadas ao trabalho com crianças.
Porém, ao longo das últimas décadas, muitos terapeutas passaram a compreender que os adultos também se beneficiam profundamente dessa forma de expressão.
Acesso a conteúdos inconscientes
O brincar facilita o acesso a aspectos internos que nem sempre chegam à consciência por meio da linguagem.
Quando a pessoa está em estado lúdico, tende a se abrir mais, relaxar defesas psicológicas e expressar partes de si que normalmente ficam ocultas.
Além disso, também ampliamos nosso repertório de práticas de autocuidado que ajudam a recuperar energia emocional, já que o brincar diminui a sobrecarga mental e fortalece nossa sensação de bem-estar.
Redução de hipercontrole
Muitos adultos desenvolvem padrões rígidos de funcionamento baseados em autocontrole excessivo, autocrítica e medo de errar.
O brincar permite, por exemplo, experimentar a leveza do improviso, ajudando a flexibilizar comportamentos, crenças e reações emocionais.
O brincar cria um espaço seguro para explorar sensações, testar limites e resgatar partes esquecidas de si.
Logo, ao permitir que a imaginação circule com mais liberdade, o adulto entra em contato com processos de autoconhecimento que nos ajudam a compreender nossas emoções, transformando o lúdico em uma porta de entrada para uma percepção mais madura de si mesmo.
Reconstrução de vínculos
Atividades lúdicas compartilhadas podem fortalecer relacionamentos interpessoais.
O brincar cria um ambiente mais humano, acolhedor e espontâneo, favorecendo a confiança e a disponibilidade emocional.
Tipos de brincadeiras e seus efeitos na saúde mental
Não existe apenas uma forma de brincar. A vida adulta oferece uma ampla variedade de possibilidades, e cada tipo de brincadeira estimula aspectos diferentes da mente e das emoções.
Brincadeiras corporais
Atividades como dança, esportes recreativos, caminhadas exploratórias, correr de maneira livre ou simplesmente pular ao som de música despertam vitalidade.
Elas aliviam tensões corporais, ativam o sistema nervoso de maneira saudável e lembram ao adulto que o corpo não serve apenas para produzir, mas também para sentir prazer.
Brincadeiras criativas
Desenho, música, escrita espontânea, artesanato, teatro improvisado e culinária experimental permitem acessar a imaginação e desenvolver uma sensação de competência criativa.
São excelentes para lidar com emoções complexas e aumentar a autoconfiança.
Brincadeiras sociais
Jogos, como por exemplo, de tabuleiro, jogos de cartas, brincadeiras coletivas, atividades de humor e dinâmicas de grupo fortalecem vínculos afetivos e melhoram habilidades sociais.
Também reduzem a sensação de isolamento e criam experiências compartilhadas que geram memória afetiva positiva.
Benefícios psicológicos do brincar para adultos
Brincar produz efeitos poderosos na saúde mental, muitos deles amplamente estudados na psicologia contemporânea.
Entre os principais benefícios estão a redução do estresse, o fortalecimento da resiliência emocional e a ampliação da sensação de vitalidade.
Além disso, a ludicidade abre espaço para o desenvolvimento humano, a criatividade e melhora a capacidade de resolver problemas.
Outro fator importante é o impacto nas relações interpessoais. Brincar com outras pessoas — seja em esportes, jogos, conversas bem-humoradas ou atividades colaborativas — facilita a construção de vínculos mais profundos e autênticos.
A vulnerabilidade leve que surge no brincar cria intimidade, confiança e cumplicidade.
Lembrando que a saúde emocional depende de uma combinação de hábitos.
Assim como manter uma alimentação equilibrada e ter boas noites de sono, o brincar atua como um pilar fundamental para o equilíbrio interno.
Esses aspectos fazem parte dos diferentes fatores que influenciam a nossa saúde mental no dia a dia, mostrando que cuidar de si é um processo multifacetado — e o lúdico tem um papel relevante nisso.
Obstáculos emocionais que impedem o adulto de brincar
Por mais óbvio que o brincar pareça, muitos adultos enfrentam barreiras internas que dificultam esse retorno ao lúdico.
Entre as principais estão:
- vergonha de parecer infantil
- medo do ridículo
- resistência à vulnerabilidade
- crenças rígidas sobre produtividade
- histórico de ambientes familiares pouco lúdicos
Esses fatores podem criar uma espécie de bloqueio emocional, no qual brincar se torna desconfortável ou até ameaçador.
Parte do trabalho psicológico envolve identificar essas barreiras e construir um caminho de reconexão com a espontaneidade.
Como reintegrar o brincar à rotina adulta
Retomar o brincar não exige grandes mudanças nem muito tempo disponível.
O mais importante é cultivar uma postura que permita a leveza, a curiosidade e a experimentação.
Algumas sugestões incluem:
- escolher um hobby que desperte prazer sem objetivo produtivo
- reservar momentos semanais para atividades criativas
- experimentar jogos sociais com amigos ou familiares
- explorar movimentos corporais livres, como dança espontânea
- permitir-se improvisar na cozinha ou em atividades cotidianas
- reduzir a autocrítica durante momentos de diversão
O brincar precisa ser vivido sem cobranças, metas ou obrigações.
Isso significa abraçar o erro, rir mais, tentar coisas novas e deixar espaço para o acaso.

Quando o brincar vira um pedido de ajuda
Em alguns casos, a incapacidade de brincar pode sinalizar sofrimento psíquico interno.
Pessoas com depressão severa, ansiedade crônica ou níveis altos de estresse emocional relatam dificuldade extrema em sentir prazer e se conectar com experiências espontâneas.
Se o brincar parece impossível, distante ou sem sentido, isso pode ser um alerta importante.
A ausência completa de ludicidade sugere que o sistema emocional está sobrecarregado e pode se beneficiar da ajuda de um profissional.
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Autor: psicologa Renata Visani Gaspula - CRP 06/72421Formação: Atua como psicóloga clínica há mais de 15 anos, está cursando mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde na Universidade do Algarve em Portugal e é pós-graduada em Neuropsicologia, PNL (Programação Neurolinguistica) e atua também com Psicanálise









